
Ontem completou-se 69 anos da morte por fuzilamento de Lluis Companys, perpetrada pelos fascistas. Como muitos perseguidos políticos mundo afora, até hoje não houve a reparação histórica, com a anulação de seu julgamento. Mesmo sendo um ato simbólico que não pode desfazer o fuzilamento, é fundamental. Como na Rússia a reparação do nome de Trotsky também, que nunca foi feita (apesar de que todos os outros líderes bolcheviques foram reparados em fins da década de 80). Como também vários perseguidos pela ditadura militar no Brasil não foram ainda reparados pelas torturas e perseguições, ou os desaparecidos ainda não receberam o direito a um enterro digno.
No caso de Companys, esperamos que o julgamento criminoso seja revogado pelo Estado Espanhol. Pois, enquanto isso não é feito, avançam as proibições por esse mesmo Estado da ação judicial contra os fascistas de todo o mundo, realizada em particular por Garzón. O Estado espanhol mostra seu lado: a favor dos fascistas e contra os democratas. E, isso independe de quem seja o governo, do PSOE ou do PP, cada vez mais parecidos.
Abaixo publico a tradução de dois artigos do Racó Català, o primeiro de ontem e outro de hoje (a foto também foi extraída desse site):
O Estado espanhol ainda não anulou o seu julgamento, nem tem intenção de fazê-lo · Umas breves linhas do ministério espanhol de Justiça, a única 'reparação'
Hoje fazem exatamente 69 anos desde o fuzilamento do presidente da Generalitat de Catalunya, Lluís Companys i Jover, o único presidente de uma nação democrática da Europa fuzilado pelo facismo. Companys morria com a cara descoberta e descalço com o grito de "Por Catalunya!!", às sete horas da manhã de 15 de outubro de 1940, fuzilado pelo exército franquista no Golfo de Santa Eulália do castelo de Monjuïc. Tinha 58 anos, e acabava de escrever o seu testamento político, com suas últimas palavras. "À todos eles que me ofenderam perdôo; à todos eles que possa ter ofendido peço perdão. Se hei de morrer, morrerei serenamente. Não resta tampouco em mim a sombra de um rancor".
"Darei graças a Deus que me tenha procurado uma morte tão bela pelos ideais. Ele ter desejado este destino, e lhe devo a gratidão desta placidez e serenidade que me preenche em pensar na morte, que vejo aporximar-se sem temor. A minha pequenez não podia esperar um fim mais digna. Por Catalunya e todo o que representa de Paz, Justiça e Amor".
O Executivo catalão demanda a reparação do ato pelo que foi fuzilado o presidente de Catalunya
O governo demandou a anulação judicial sumária contra o presidente da Generalitat, Lluís Companys, executado fazem 69 anos pela smãos do franquismo. Ontem já comentávamos que a Comissão da Dignidade lamentava que o governo espanhol não havia feito o seu dever de anular este julgamento e objetivando conseguir esse marco, a Generalitat catalana, reunida em um breve Conselho de Governo extraordinário, formalizou a petição que se levará ao Tribunal Supremo espanhol. O presidente, José Montilla, acompanhado do governo no plenário, elegeu uma declaração institucional em que sublinhou que a anulação do julgamento é "um ato de justiça" e "um dever moral e político ao qual não renunciaremos, porquê Companys foi fuzilado precisamente porquê era o presidente da Catalunya."
"Aos que pensavam que Catalunya desistieria ou se resignaria, nós temos que dizer que ainda esperamos o último gesto que o povo de Catalunya reclama", advertiu Montilla. "Não haverá nenhuma razão para desistir até que se consiga a anulação daquele julgamento", sentenciou.
A oficialização desta vontade teve lugar ontem de manhã, durante a tradicional oferenda diante do túmulo da Lluís Companys - com a presença de todos os partidos catalães, esxceto o PP - e o líder de CiU, Artur Mas, considerou que "isso poderia ter sido feito muito antes. A Lei de Memória Histórica que se aprovou nas Cortes Espanholas já o possibilitava. Precisamente, no marco desta lei, se há de fazer coisas para que haja a anulação efetiva do julgamento que se fez ao Presidente Companys" e os de ICV-EUiA lhe deram a razão.
No caso de Companys, esperamos que o julgamento criminoso seja revogado pelo Estado Espanhol. Pois, enquanto isso não é feito, avançam as proibições por esse mesmo Estado da ação judicial contra os fascistas de todo o mundo, realizada em particular por Garzón. O Estado espanhol mostra seu lado: a favor dos fascistas e contra os democratas. E, isso independe de quem seja o governo, do PSOE ou do PP, cada vez mais parecidos.
Abaixo publico a tradução de dois artigos do Racó Català, o primeiro de ontem e outro de hoje (a foto também foi extraída desse site):
69 anos desde o fuzilamento de Lluís Companys:
O Estado espanhol ainda não anulou o seu julgamento, nem tem intenção de fazê-lo · Umas breves linhas do ministério espanhol de Justiça, a única 'reparação'
Hoje fazem exatamente 69 anos desde o fuzilamento do presidente da Generalitat de Catalunya, Lluís Companys i Jover, o único presidente de uma nação democrática da Europa fuzilado pelo facismo. Companys morria com a cara descoberta e descalço com o grito de "Por Catalunya!!", às sete horas da manhã de 15 de outubro de 1940, fuzilado pelo exército franquista no Golfo de Santa Eulália do castelo de Monjuïc. Tinha 58 anos, e acabava de escrever o seu testamento político, com suas últimas palavras. "À todos eles que me ofenderam perdôo; à todos eles que possa ter ofendido peço perdão. Se hei de morrer, morrerei serenamente. Não resta tampouco em mim a sombra de um rancor".
"Darei graças a Deus que me tenha procurado uma morte tão bela pelos ideais. Ele ter desejado este destino, e lhe devo a gratidão desta placidez e serenidade que me preenche em pensar na morte, que vejo aporximar-se sem temor. A minha pequenez não podia esperar um fim mais digna. Por Catalunya e todo o que representa de Paz, Justiça e Amor".
A Generalitat demanda oficialmente a anulação do julgamento sumário contra Companys
O Executivo catalão demanda a reparação do ato pelo que foi fuzilado o presidente de Catalunya
O governo demandou a anulação judicial sumária contra o presidente da Generalitat, Lluís Companys, executado fazem 69 anos pela smãos do franquismo. Ontem já comentávamos que a Comissão da Dignidade lamentava que o governo espanhol não havia feito o seu dever de anular este julgamento e objetivando conseguir esse marco, a Generalitat catalana, reunida em um breve Conselho de Governo extraordinário, formalizou a petição que se levará ao Tribunal Supremo espanhol. O presidente, José Montilla, acompanhado do governo no plenário, elegeu uma declaração institucional em que sublinhou que a anulação do julgamento é "um ato de justiça" e "um dever moral e político ao qual não renunciaremos, porquê Companys foi fuzilado precisamente porquê era o presidente da Catalunya."
"Aos que pensavam que Catalunya desistieria ou se resignaria, nós temos que dizer que ainda esperamos o último gesto que o povo de Catalunya reclama", advertiu Montilla. "Não haverá nenhuma razão para desistir até que se consiga a anulação daquele julgamento", sentenciou.
A oficialização desta vontade teve lugar ontem de manhã, durante a tradicional oferenda diante do túmulo da Lluís Companys - com a presença de todos os partidos catalães, esxceto o PP - e o líder de CiU, Artur Mas, considerou que "isso poderia ter sido feito muito antes. A Lei de Memória Histórica que se aprovou nas Cortes Espanholas já o possibilitava. Precisamente, no marco desta lei, se há de fazer coisas para que haja a anulação efetiva do julgamento que se fez ao Presidente Companys" e os de ICV-EUiA lhe deram a razão.
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