quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Para arejar um pouco o ambiente: notícia curiosa

A notícia abaixo, publicada ontem no site da globo.com, parece piada, no entanto não é. Não por acaso foi publicada na seção desse site denominada "Planeta Bizarro". Apesar de concordarmos que é uma importante vitória para os trabalhadores catalães, que ao menos poderão xingar seus chefes, a justificativa do tribunal de que essa é uma expressão corrente, chega a ser engraçada. Então, para arejar o ambiente deste blog, publicamos esta notícia, seja como forma de divulgar essa pequena vitória dos trabalhadores catalães, como também à título de anedotário da Catalunha.


Justiça espanhola decide que insultar o chefe não é motivo para demissão
Trabalhador foi demitido por chamar o gerente de 'filho da puta'.Para tribunal, expressão é de uso corrente e não serve de justificativa.

Do G1, em São Paulo, com agências

O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), na Espanha, decidiu que chamar o chefe de "filho da puta" não é motivo para demissão, já que a expressão é "de uso corrente", segundo reportagem do jornal espanhol "El Mundo". De acordo com o periódico, a decisão do tribunal obriga a empresa a readmitir o trabalhador, que foi demitido por ter insultado o gerente. A companhia também terá que pagar uma indenização de 6.483 euros (cerca de R$ 17,2 mil). Na sentença, os juízes do TSJC destacaram que devido à degradação social da linguagem certas expressões tornaram-se habitais, especialmente durante discussões. Por esse motivo, eles decidiram que a demissão foi desproporcional.


O código dos Trabalhadores na Espanha contempla os insultos como justificativas para demissão disciplinar, mas expressões como "filho da puta" não são suficientes para levar à demissão do funcionário, porque são "consideradas de uso corrente". O incidente aconteceu em 14 de janeiro de 2008, quando o funcionário e o gerente da empresa discutiram de forma ríspida por causa de questões salariais. A sentença aconteceu em fevereiro deste ano, mas foi divulgada nesta quarta-feira pela imprensa.

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