'Não podemos permitir que o catalã continue sendo a língua usada nas escolas'
Polêmicas declarações da líder do PP de Catalunya, Alícia Sánchez-Camacho, no dia de sua proclamação como candidata à Generalitat.
Tradução: Carlos Serrano.
O recinto da Farga de l'Hospitalet de Llobregat acolheu este sábado a proclamação de Alícia Sánchez-Camacho como a candidata do PP à
Generalitat de Catalunya. Diante de 2.000 pessoas, Camacho apontou as linhas que defenderá o PP na futura campanha, que basicamente são as de sempre. Aproveitando que a tela gigante da Farga mostrava imagens do seu filho, a presidente do PP do Principado cobrou contra o ensino em língua catalã diznedo que "não podem permitir que o catalã continue sendo a língua usada por nossos filhos", porque "quero que o meu filho viva a catalanidade e uma Espanha de liberdade" (e pelo que parece, não considera que se possa ser livre falando catalão). O presidente do PP espanhol, Mariano Rajoy, també assistiu o ato, i assegurou que "estão a favor de todas as línguas, porém também da liberdade. Os únicos inimigos das línguas são eles que proibem e as impõem". Rajoy se referia à imersão lingüística no sistema educativo catalão, que foi aplaudida e posta como exemplo diversas vezes pelas instituições européias, porém não considera contrária à liberdade as centenas de leis e disposições espanholas que impõem o uso do espanhol.Camacho postulou-se como a "alternativa ao pessimismo e a frustração" na política, porque o PP é "a sensatez e a maturidade" que requere o Principate agora, e porque quer que a Catalunha "torne a ser o motor da Espanha".
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