segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Artigos Históricos da Esquerda Catalã - II

Como prometi desde o início do blog, irei publicar pelo menos mensalmente, uma tradução de artigo da esquerda catalã (ou de militantes de outras nacionalidades que debateram a situação catalã). Desta forma, mantemos viva a memória desses militantes e colaboramos para, trazendo o debate do passado, ajudar a que os debates atuais não comecem do zero, mas avancem na esteira dos antigos. Desta vez, trazemos o artigo "Catalanisme reaccionari i proletaris catalanitzats", de Jordi Arquer (Bellcaire d'Urgell, la Noguera, 1906 - Perpinyà, 1981), publicado no periódico “Treball”, n.17, el 21 d'abril del 1930. Nessa época o autor fundou com outros dirigentes o "Bloco Operário e Camponês". Em particular, queremos focar o debate da independência catalã do ponto de vista revolucionário.

Catalanismo reacionário e proletários catalanizados

Tradução: Carlos Serrano.

Era coisa prevista na lenta agonia da ditadura, que assim que a censura não fosse tão restringidora e que a palavra tivesse um pouco mais de liberdade, tudo aquilo que a primeira ditadura perseguiu com um furor ininterrupto rebrotaria com mais força que antes, sobretudo envolvida em manifestações externas e propícias à criar um abrandamento sentimental nas pessoas, o qual engendraria um confusionismo nefasto.

Agora, depois de cinco meses que funciona uma segunda ditadura com um caráter mais tolerante que a anterior, porém com a mesma finalidade que a primeira – conservar, sem modificar, a Constituição de 1876 e a monarquia – observamos há semanas o confusionismo desorientador que assinalamos.

O deslocamento geral da opinião pública para a esquerda agrava, no que diz respeito aos operários, a situação atual.

Limitemo-nos a estudar dentro da Catalunya – que pelo fato de ser a nacionalidade ibérica em que se cerca com ares mais virulentos o problema da liberdade coletiva – este estado de confusão, porque que é na região peninsular onde estão mais desorientadas as massas operárias.

O problema catalão, negligenciado até hoje pelas entidades de classe, faz que esta, capturada pelos nossos direitos ancestrais, receba uma significação eminentemente reacionária aos olhos dos trabalhadores. Confundiam lamentavelmente o catalanismo político, representado pela “Liga”, pela “Ação Catalã”, etc., com a catalanidade. Catalanismo e reacionarismo eram sinônimos para a imensa maioria dos nossos operários que, influenciados por um absurdo internacionalismo que falava em castelhano, olhava depreciativamente o catalanismo, o qual somente veiem através dos conluios e torpezas eleitoreiras.

Graças a ditadura, o catalanismo – a catalanidade em acão – bifurcou os seus caminhos. Por causa das perseguições sofridas – antes de 1923, o catalanismo, explorava os direitos conseguidos diante do governo central para obter privilégios econômicos que somente beneficiavam os nossos exploradores – os operários se sentiram feridos na sua catalanidade, que têm adormecida por reação ao catalanismo reacionário. Nestes anos de opressão encarnicaçada, uma parte do nosso obrerismo se integrou ao movimento catalã.

Por outro lado, aquelas minorias operárias que já atuavam dentro do catalanismo e criam ainda em uma ação conjunta entre a burguesia e o proletariado para resol ver – como um problema prévio à ação de classe – a questão catalã, sofreram um desengano saudável ao ver que a grande burguesia catalã não se lançava numa ação decidida contra o Estado espanhol.

E estas duas correntes: os operários catalanistas que se sentiram proletários e os proletários que se catalanizaram, formaram, durante a ditadura, o chama acesa de um ideal único de igualdade e de liberdade – no sentido econômico e político – que resolve o problema de justiça social; o da liberdade individual e coletiva.

***

Derrubada a ditadura, será preciso orientar convenientemente estas duas correntes que convergiram, para que sigam uma linha de conduta reta que possa servir de orientação – eficaz na atuação – as massas operárias da Catalunha.

É preciso delimitar exatamente os campos. É necessário combater em nome da cidadania universal dos trabalhadores explorados, solidários para além das fronteiras, o nacionalismo catalão reacionário, o qual, sob a camada de neutralismo, tenta juntar, servindo-se do nome da Catalunya, direitas e esquerdas, colocando na frente a questão catalã à questão social.

Não. O problema não se coloca como querem os nossos confusionistas da direta e que atuam freneticamente ao notar que se esvaia de suas mãos o movimento catalão que até agora haviam controlado. A questão catalã, no nosso entender, há de fazer parte, como um problema de liberdade coletiva, do problema de igualdade e de liberdade do proletariado ibérico.

Se até hoje as direitas tinham a direção do movimento de reivindicação da Catalunya, a ditadura colocou há descoberto o fato que a burguesia catalã através do feito catalão, devendo diante de Madri miseráveis interesses da classe capitalista em detrimento dos seus concidadãos.

De agora em diante, haverá do catalanisme duas interpretações. A dos burgueses que querem a liberdade da Catalunya para suprimir as travas do governo da Espanha sobre a economia catalã e a liberdade de continuar explorando eles sozinhos os nossos operários, e a dos proletários que querem a liberdade da Catalunya com um objetivo a mais do seu programa de reivindicações sociais, para levar o proletariado catalão a uma ampla federação com o proletariado das outras nacionalitades peninsulares dentro da futura “União das Repúblicas Socialistas da Ibéria”.

Fonte: marx.org, seção catalã.

Segue abaixo a versão original, em Catalão.

Catalanisme reaccionari i proletaris catalanitzats


Article publicat a &“Treball”, n.17, el 21 d'abril del 1930.


Era cosa prevista en la lenta agonia de la dictadura que així que la censura no fos tan restringida, i que la paraula tingués una mica més de llibertat, tot allò que la primera dictadura havia perseguit amb un furor ininterromput rebrotaria amb més força que abans, sobretot en sobreres manifestacions externes i propícies a crear un abrandament sentimental en les gents, el qual engendraria un confusionisme nefast.

Ara, després de cinc mesos que funciona una segona dictadura amb un caràcter més tolerant que l'anterior, però amb la mateixa finalitat que la primera – conservar, sense modificar, la Constitució de 1876 i la monarquia – observem fa setmanes el confusionisme desorientador que hem assenyalat.

El desplaçament general de l'opinió pública cap a l'esquerra agreuja, pel que fa referència als obrers, la situació actual.

Limitem-nos a estudiar dintre de Catalunya – que pel fet d'ésser la nacionalitat d'Ibèria en què ha pres caires més virulents el problema de la llibertat col·lectiva – aquest estat de confusionisme, ja que és la contrada peninsular on van més desorientades les masses obreres.

El problema català, negligit fins avui per les entitats de classe, féu que aquest, acaparat per les nostres dretes pairals, prengués una significació eminentment reaccionària als ulls dels treballadors. Hom confonia lamentablement el catalanisme polític, representat per la “Lliga”, l'“Acció Catalana”, etc., amb la catalanitat. Catalanisme i reaccionarisme eren sinònims per a la immensa majoria dels nostres obrers que, influenciats per un absurd internacionalisme que parlava en castellà, mirava despectivament el catalanisme, el qual solament veien a través de les conxorxes i turpituds electoreres.

Gràcies a la dictadura, el catalanisme – la catalanitat en acció – ha bifurcat els seus camins. Per raó de les persecucions sofertes – abans del 1923, el catalanisme, l'explotaven les dretes davant del govern central per obtenir privilegis econòmics que solament beneficiaven els nostres explotadors – els obrers s'han sentit ferits en la seva catalanitat, que tenien adormida per reacció al catalanisme reaccionari. En aquests anys d'opressió acarnissada, una part del nostre obrerisme s'ha integrat al moviment català.

D'altra banda, aquelles minories obreres que ja actuaven dintre del catalanisme i creien encara en una acció conjunta de burgesia i proletariat per a resoldre – com un problema previ a l'acció de classe – la qüestió catalana, han sofert un desengany saludable en veure que la gran burgesia catalana no es llançava a una acció decidida contra l'Estat espanyol.

I aquests dos corrents: els obrers catalanistes que s'han sentit proletaris i la dels proletaris que s'han catalanitzat, han format, durant la dictadura, el fogar encès d'un ideal únic d'igualtat i de llibertat – en sentit econòmic i polític – que resol el problema de justícia social; el de la llibertat individual i col·lectiva.

***

Caiguda la dictadura, caldrà orientar convenientment aquests dos corrents que han convergit, perquè segueixin una línia de conducta recta que pugui servir d'orientació – eficaç en l'actuació – a les masses obreres de Catalunya.

Cal delimitar exactament els camps. Cal combatre en nom de la ciutadania universal dels treballadors explotats, solidaris per damunt de les fronteres, el nacionalisme català reaccionari, el qual, sota la capa del neutralisme, intenta aplegar, servint-se del nom de Catalunya, dretes i esquerres, anteposant la qüestió catalana a la qüestió social.

No. El problema no es planteja com voldrien els nostres confusionistes de la dreta i que actuen frenèticament en notar que se'ls en va de les mans el moviment català que fins ara havien controlat. La qüestió catalana, al nostre entendre, ha de formar part, com a problema de llibertat col·lectiva, del problema d'igualtat i de llibertat del proletariat d'Ibèria.

Si fins avui les dretes tenien la direcció del moviment de reivindicació de Catalunya, la dictadura ha posat al descobert el fet que la burgesia catalana, a través del fet català, pledegés davant de Madrid miserables interessos de la classe capitalista en detriment dels seus conciutadans.

D'ara endavant, hi haurà del catalanisme dues interpretacions. La dels burgesos que volen la llibertat de Catalunya per suprimir les traves del govern d'Espanya damunt l'economia catalana i la llibertat de continuar explotant ells sols els nostres obrers, i la dels proletaris que volen la llibertat de Catalunya com un objectiu més del seu programa de reivindicacions socials, per portar el proletariat català a una ampla federació amb el proletariat de les altres nacionalitats peninsulars dintre de la futura “Unió de Repúbliques Socialistes d'Ibèria”.


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