Colocaremos neste blog, com regularidade, a tradução para o português de textos históricos da esquerda catalã. A fonte será a seção catalã do MIA- Marxists Internet Archive com artigos não traduzidos para a seção em português.
Esta semana, começaremos com o artigo de Hilari Arlandis, de 17 de maio de 1931, "Pela liberdade da Catalunha". Abaixo a versão traduzida e a original, extraída desta página.
"Pela liberdade da Catalunha
De Hilari Arlandis
Artigo publicado no jornal "L'Hora", n.19, 17 de maio de 1931.
Tradução: Carlos Serrano.
Na última edição de L`Hora disse que o Partido do Estado Catalão (partit d`Estat Català) não era um partido revolucionário, nem na sua doutrina nem seus meios, e agora nós podemos discutir, à luz dos acontecimentos atuais.
O separatismo do partido de Macia foi cristalizado com esses fatores de ordem sentimental: exaltação do sentimento de Catalão, amor à terra catalã, defesa da língua e da cultura catalãs, a defesa de todas as tradições, mesmo que estes sejam de um caráter reacionário, entre muitos outros a manutenção no direito catalão dos privilégios feudais do herdeiro. No aspecto económico não é tem mais do que uma cândida ficção: a ilusão da pequena burguesia de que a independência da Catalunha poderia abrir novos mercados à economia catalã.
¿Que valor tem todos estes fatores para fundamentar um partido revolucionário? Absolutamente nenhum, e vamos provar isso.
Todos os fatores de ordem sentimental perdem toda sua eficácia diante esta grande realidade: os antagonismos de interesses entre as classes. A burguesia catalã não poderá aliar-se nem com o proletariado nem com os camponeses da Catalunha, se esta aliança ameace aos seus interesses materiais. A "Liga", partido político da grande burguesia catalã, é muito mais realista do que os idealistas sentimentais do "Estado Catalão", ajudou a ditadura, que foi a expressão mais opressora do poder central contra os desejos e sentimentos da Catalunha, porque ditadura defendeu os seus lucros contra o perigo de uma revolução proletária.
A burguesia catalã não pode ser separatista. Ela sabe que a independência da Catalunha a privaria por muito tempo do mercado do resto da península, o qual, por represália, se proveria de recidos estrangeiros. Sabe também que a Catalunha, independente, cairia imediatamente sob as garras dos imperialismos econômicos americanos, inglês ou francês. As declarações feitas por estes dias por uma delegação patronal catalã ao ministro de Governo queixando-se da forte diminuição das encomendas do mercado espanhol à indústria catalã põe em evidência o estado de espírito da burguesia catalã, disposta agora, como no momento da ditadura, para vender a liberdade da Catalunha, pela promessa de poder continuar o seu pequeno negócio.
O partido do "Estado Catalão" devia saber, ao fazer a análise das forças sociais da política catalã, que nem a grande burguesia representada pela "Liga" nem a média burguesia agrupada em torno da "Ação Catalã" não poderá jamais ajudar um movimento separatista, pelo contrário, serão o obstáculo mais forte que encontrará o separatismo na Catalunha.
Assim, então, o "Estado Catalão", contando com a hostilidade desses dois sectores, os mais importantes da burguesia catalã, que não hesitam a se aliar com as forças repressivas do poder central, deveria se apoiar apenas nas forças do proletariado e dos pequenos camponeses. Para conduzir qualquer movimento nestas condições, tendo pela frente inimigos tão formidáveis como são as forças do poder central e as da burguesia catalã, o partido do "Estado Catalão" devia confiar unicamente o êxito do seu movimento na força organizada das massas, formando um exército revolucionário capaz de defender com eficácia a liberdade da Catalunha, destruindo todas as forças que o poder central tem enraizadas na Catalunha, em primeiro lugar a burguesia catalã.
O partido de Macià teve esta única ocasião, e não soube aproveitar, nos primeiros dias que se seguiram ao 14 de abril. A derrubada da monarquia desarticuloula de um golpe toda a força do poder central na Catalunha. As massas populares teriam obedecido unanimamente o partido de Macià se esse partido nos momentos decisivos os houvesse chamados e os tivesse armados. Por que não o fez o partido de Macià? Por que eles renunciaram a independência da Catalunha quando já haviam proclamado a República Catalão? Macià e o seu partido renunciaram da independência da Catalunha unicamente por medo da guerra civil.
A independência da Catalunha não podia conquistar-se pacificamente. A destruição do aparelho do Estado do centralismo espanhol, com toda a trama de interesses entrelaçados entre a burguesia espanhola e catalã, não podia levar-se a cabo sem a criação de um outro aparelho ofensivo e defensivo, o qual forçosamente ocasionaria a revolução social, a guerra de classes. A retirada de Macià diante da inevitabilidade da guerra civil demonstra que o seu partido não era realmente revolucionário nem separatista. Deviam sabem que hoje toda a guerra civil na Europa toma forçosamente uma natureza de guerra de classes.
Dentro do sistema capitalista, a liberdade da Catalunha é impossível. Se a burguesia catalã não estiver ligada ao poder central da burguesia espanhola, se aliaria a qualquer outro imperialismo para continuar dominando as classes oprimidas da Catalunha.
Unicamente uma república dos operários e camponeses catalães, depois de ter abolido os privilégios econômicos e políticos da burguesia, pode encontrar o campo livre para se aliar com os trabalhadores e camponeses da Península Ibérica, porque entre trabalhadores não pode haver antagonismos de interesses que dificultem a federação com os outros povos, tratando de igual para igual.
A claudicação do partido de Macià em hipotecar a independência da Catalunha ao que acordam as Constituintes espanholas só prova que somente nós, os comunistas, podemos dar a liberdade completa à Catalunha."
No original:
"Per la llibertat de Catalunya
Hilari Arlandis
Article publicat a “L'Hora”, n.19, el 17 de maig del 1931.
En el número passat de L'HORA hem dit que el partit d'Estat Català no era un partit revolucionari, ni en la seva doctrina ni en els seus mitjans, i ara ho podem argumentar a la llum dels esdeveniments actuals.
El separatisme del partit de Macià ha estat cristal·litzat amb aquests factors d'ordre sentimental: exaltació del sentiment català, amor a la terra catalana, defensa de la llengua i de la cultura catalana, defensa de totes les tradicions, àdhuc si aquestes són d'un caire reaccionari, entre moltes altres el mateniment en el dret català dels privilegis feudals de l'hereu. En l'aspecte econòmic no compta més que amb una càndida ficció: la il·lusió de la petita burgesia que la independència de Catalunya podria obrir nous mercats a l'economia catalana.
¿Quina valor tenen tots aquests factors per a fonamentar un partit revolucionari? Absolutament cap, i anem a demostrar-ho.
Tots els factors d'ordre sentimental perden tota llur eficàcia davant aquesta gran realitat: els antagonismes d'interessos entre les classes. La burgesia catalana no podrà aliar-se ni amb el proletariat ni amb la pagesia de Catalunya, si aquesta aliança posa en perill els seus interessos materials. La Lliga, partit polític de la gran burgesia catalana, molt més realista que els idealistes sentimentals d'Estat Català, va ajudar la dictadura, que va ésser l'expressió més opressora del poder central contra els anhels i els sentiments de Catalunya, perquè la dictadura defensava els seus cabals contra el perill d'una revolució proletària.
La burgesia catalana no pot ésser separatista. Ella sap que la independència de Catalunya la privaria per molt temps del mercat de la resta de la península, el qual, per represàlia, es proveiria de teixits de l'estranger. Sap tanmateix que Catalunya, independent, cauria immediatament sota les urpes dels imperialismes econòmics americà, anglès o francès. Les declaracions fetes aquests dies per una delegació patronal catalana al ministre de Governació queixant-se de la forta disminució de les comandes del mercat espanyol a la indústria catalana posen en evidència l'estat d'esperit de la burgesia catalana, disposada, ara, com en el moment de la dictadura, a vendre la llibertat de Catalunya, per la promesa de poder continuar el seu petit negoci.
El partit d'Estat Català havia de saber, en fer l'anàlisi de les forces socials de la política catalana, que ni la gran burgesia representada per la Lliga ni la mitjana agrupada entorn d'Acció Catalana no podran mai ajudar un moviment separatista, ans al contrari, seran l'obstacle més fort que trobi el separatisme a Catalunya.
Així, doncs, l'Estat Català, comptant amb l'hostilitat d'aquests dos sectors, els més importants de la burgesia catalana, que no dubtarien a aliar-se amb les forces repressives del poder central, s'havia de recolzar únicament en les forces del proletariat i de la petita pagesia. Per a portar a cap el moviment en aquestes condicions, tenint al davant enemics tan formidables com són les forces del poder central i les de la burgesia catalana, el partit d'Estat Català havia de confiar únicament l'èxit del seu moviment a la força organitzada de les masses, formant un exèrcit revolucionari capaç de defensar amb eficàcia la llibertat de Catalunya, destruint totes les forces que el poder central té arrelades a Catalunya, i en primer terme la burgesia catalana.
El partit de Macià ha tingut aquesta única ocasió i no l'ha sabuda aprofitar els primers dies que seguiren el 14 d'abril. L'enderrocament de la monarquia va desarticular d'un cop tota la força del poder central a Catalunya. Les masses populars haurien obeït unànimement el partit de Macià si aquest partit en els moments decisius les hagués cridades i les hagués armades. ¿Per què no ho va fer el partit de Macià? ¿Per què varen renunciar a la independència de Catalunya quan ja havien proclamat la República Catalana? Macià i el seu partit varen renunciar a la independència de Catalunya únicament per por de la guerra civil.
La independència de Catalunya no podia conquistar-se pacíficament. La destrucció de l'aparell d'Estat del centralisme espanyol, amb tot la trama d'interessos entrellaçats entre la burgesia espanyola i la catalana, no podia portar-se a cap sense la creació d'un altre aparell ofensiu i defensiu, la qual cosa forçosament hauria d'ocasionar la revolució social, la guerra de classes. La retirada de Macià davant la ineluctabilitat de la guerra civil demostra que el seu partit no era realment revolucionari ni separatista. Havien de saber que avui tota guerra civil a Europa pren forçosament un caire de guerra de classes.
Dintre el sistema capitalista, la llibertat de Catalunya és impossible. Si la burgesia catalana no estigués lligada al poder central de la burgesia espanyola, s'aliaria a qualsevol altre imperialisme per tal de continuar dominant les altres classes oprimides de Catalunya.
Únivament una república dels obrers i pagesos catalans, després d'haver suprimit els privilegis econòmics i polítics de la burgesia, pot trobar el camp lliure per aliar-se amb els obrers i pagesos de la península ibèrica, perquè entre treballadors no hi pot haver antagonismes d'interessos que dificultin la federació amb els altres pobles tractant d'igual a igual.
La claudicació del partit de Macià en hipotecar la independència de Catalunya al que acordin les Constituents espanyoles prova que només nosaltres, els comunistes, podem donar la llibertat completa a Catalunya."
Esta semana, começaremos com o artigo de Hilari Arlandis, de 17 de maio de 1931, "Pela liberdade da Catalunha". Abaixo a versão traduzida e a original, extraída desta página.
"Pela liberdade da Catalunha
De Hilari Arlandis
Artigo publicado no jornal "L'Hora", n.19, 17 de maio de 1931.
Tradução: Carlos Serrano.
Na última edição de L`Hora disse que o Partido do Estado Catalão (partit d`Estat Català) não era um partido revolucionário, nem na sua doutrina nem seus meios, e agora nós podemos discutir, à luz dos acontecimentos atuais.
O separatismo do partido de Macia foi cristalizado com esses fatores de ordem sentimental: exaltação do sentimento de Catalão, amor à terra catalã, defesa da língua e da cultura catalãs, a defesa de todas as tradições, mesmo que estes sejam de um caráter reacionário, entre muitos outros a manutenção no direito catalão dos privilégios feudais do herdeiro. No aspecto económico não é tem mais do que uma cândida ficção: a ilusão da pequena burguesia de que a independência da Catalunha poderia abrir novos mercados à economia catalã.
¿Que valor tem todos estes fatores para fundamentar um partido revolucionário? Absolutamente nenhum, e vamos provar isso.
Todos os fatores de ordem sentimental perdem toda sua eficácia diante esta grande realidade: os antagonismos de interesses entre as classes. A burguesia catalã não poderá aliar-se nem com o proletariado nem com os camponeses da Catalunha, se esta aliança ameace aos seus interesses materiais. A "Liga", partido político da grande burguesia catalã, é muito mais realista do que os idealistas sentimentais do "Estado Catalão", ajudou a ditadura, que foi a expressão mais opressora do poder central contra os desejos e sentimentos da Catalunha, porque ditadura defendeu os seus lucros contra o perigo de uma revolução proletária.
A burguesia catalã não pode ser separatista. Ela sabe que a independência da Catalunha a privaria por muito tempo do mercado do resto da península, o qual, por represália, se proveria de recidos estrangeiros. Sabe também que a Catalunha, independente, cairia imediatamente sob as garras dos imperialismos econômicos americanos, inglês ou francês. As declarações feitas por estes dias por uma delegação patronal catalã ao ministro de Governo queixando-se da forte diminuição das encomendas do mercado espanhol à indústria catalã põe em evidência o estado de espírito da burguesia catalã, disposta agora, como no momento da ditadura, para vender a liberdade da Catalunha, pela promessa de poder continuar o seu pequeno negócio.
O partido do "Estado Catalão" devia saber, ao fazer a análise das forças sociais da política catalã, que nem a grande burguesia representada pela "Liga" nem a média burguesia agrupada em torno da "Ação Catalã" não poderá jamais ajudar um movimento separatista, pelo contrário, serão o obstáculo mais forte que encontrará o separatismo na Catalunha.
Assim, então, o "Estado Catalão", contando com a hostilidade desses dois sectores, os mais importantes da burguesia catalã, que não hesitam a se aliar com as forças repressivas do poder central, deveria se apoiar apenas nas forças do proletariado e dos pequenos camponeses. Para conduzir qualquer movimento nestas condições, tendo pela frente inimigos tão formidáveis como são as forças do poder central e as da burguesia catalã, o partido do "Estado Catalão" devia confiar unicamente o êxito do seu movimento na força organizada das massas, formando um exército revolucionário capaz de defender com eficácia a liberdade da Catalunha, destruindo todas as forças que o poder central tem enraizadas na Catalunha, em primeiro lugar a burguesia catalã.
O partido de Macià teve esta única ocasião, e não soube aproveitar, nos primeiros dias que se seguiram ao 14 de abril. A derrubada da monarquia desarticuloula de um golpe toda a força do poder central na Catalunha. As massas populares teriam obedecido unanimamente o partido de Macià se esse partido nos momentos decisivos os houvesse chamados e os tivesse armados. Por que não o fez o partido de Macià? Por que eles renunciaram a independência da Catalunha quando já haviam proclamado a República Catalão? Macià e o seu partido renunciaram da independência da Catalunha unicamente por medo da guerra civil.
A independência da Catalunha não podia conquistar-se pacificamente. A destruição do aparelho do Estado do centralismo espanhol, com toda a trama de interesses entrelaçados entre a burguesia espanhola e catalã, não podia levar-se a cabo sem a criação de um outro aparelho ofensivo e defensivo, o qual forçosamente ocasionaria a revolução social, a guerra de classes. A retirada de Macià diante da inevitabilidade da guerra civil demonstra que o seu partido não era realmente revolucionário nem separatista. Deviam sabem que hoje toda a guerra civil na Europa toma forçosamente uma natureza de guerra de classes.
Dentro do sistema capitalista, a liberdade da Catalunha é impossível. Se a burguesia catalã não estiver ligada ao poder central da burguesia espanhola, se aliaria a qualquer outro imperialismo para continuar dominando as classes oprimidas da Catalunha.
Unicamente uma república dos operários e camponeses catalães, depois de ter abolido os privilégios econômicos e políticos da burguesia, pode encontrar o campo livre para se aliar com os trabalhadores e camponeses da Península Ibérica, porque entre trabalhadores não pode haver antagonismos de interesses que dificultem a federação com os outros povos, tratando de igual para igual.
A claudicação do partido de Macià em hipotecar a independência da Catalunha ao que acordam as Constituintes espanholas só prova que somente nós, os comunistas, podemos dar a liberdade completa à Catalunha."
No original:
"Per la llibertat de Catalunya
Hilari Arlandis
Article publicat a “L'Hora”, n.19, el 17 de maig del 1931.
En el número passat de L'HORA hem dit que el partit d'Estat Català no era un partit revolucionari, ni en la seva doctrina ni en els seus mitjans, i ara ho podem argumentar a la llum dels esdeveniments actuals.
El separatisme del partit de Macià ha estat cristal·litzat amb aquests factors d'ordre sentimental: exaltació del sentiment català, amor a la terra catalana, defensa de la llengua i de la cultura catalana, defensa de totes les tradicions, àdhuc si aquestes són d'un caire reaccionari, entre moltes altres el mateniment en el dret català dels privilegis feudals de l'hereu. En l'aspecte econòmic no compta més que amb una càndida ficció: la il·lusió de la petita burgesia que la independència de Catalunya podria obrir nous mercats a l'economia catalana.
¿Quina valor tenen tots aquests factors per a fonamentar un partit revolucionari? Absolutament cap, i anem a demostrar-ho.
Tots els factors d'ordre sentimental perden tota llur eficàcia davant aquesta gran realitat: els antagonismes d'interessos entre les classes. La burgesia catalana no podrà aliar-se ni amb el proletariat ni amb la pagesia de Catalunya, si aquesta aliança posa en perill els seus interessos materials. La Lliga, partit polític de la gran burgesia catalana, molt més realista que els idealistes sentimentals d'Estat Català, va ajudar la dictadura, que va ésser l'expressió més opressora del poder central contra els anhels i els sentiments de Catalunya, perquè la dictadura defensava els seus cabals contra el perill d'una revolució proletària.
La burgesia catalana no pot ésser separatista. Ella sap que la independència de Catalunya la privaria per molt temps del mercat de la resta de la península, el qual, per represàlia, es proveiria de teixits de l'estranger. Sap tanmateix que Catalunya, independent, cauria immediatament sota les urpes dels imperialismes econòmics americà, anglès o francès. Les declaracions fetes aquests dies per una delegació patronal catalana al ministre de Governació queixant-se de la forta disminució de les comandes del mercat espanyol a la indústria catalana posen en evidència l'estat d'esperit de la burgesia catalana, disposada, ara, com en el moment de la dictadura, a vendre la llibertat de Catalunya, per la promesa de poder continuar el seu petit negoci.
El partit d'Estat Català havia de saber, en fer l'anàlisi de les forces socials de la política catalana, que ni la gran burgesia representada per la Lliga ni la mitjana agrupada entorn d'Acció Catalana no podran mai ajudar un moviment separatista, ans al contrari, seran l'obstacle més fort que trobi el separatisme a Catalunya.
Així, doncs, l'Estat Català, comptant amb l'hostilitat d'aquests dos sectors, els més importants de la burgesia catalana, que no dubtarien a aliar-se amb les forces repressives del poder central, s'havia de recolzar únicament en les forces del proletariat i de la petita pagesia. Per a portar a cap el moviment en aquestes condicions, tenint al davant enemics tan formidables com són les forces del poder central i les de la burgesia catalana, el partit d'Estat Català havia de confiar únicament l'èxit del seu moviment a la força organitzada de les masses, formant un exèrcit revolucionari capaç de defensar amb eficàcia la llibertat de Catalunya, destruint totes les forces que el poder central té arrelades a Catalunya, i en primer terme la burgesia catalana.
El partit de Macià ha tingut aquesta única ocasió i no l'ha sabuda aprofitar els primers dies que seguiren el 14 d'abril. L'enderrocament de la monarquia va desarticular d'un cop tota la força del poder central a Catalunya. Les masses populars haurien obeït unànimement el partit de Macià si aquest partit en els moments decisius les hagués cridades i les hagués armades. ¿Per què no ho va fer el partit de Macià? ¿Per què varen renunciar a la independència de Catalunya quan ja havien proclamat la República Catalana? Macià i el seu partit varen renunciar a la independència de Catalunya únicament per por de la guerra civil.
La independència de Catalunya no podia conquistar-se pacíficament. La destrucció de l'aparell d'Estat del centralisme espanyol, amb tot la trama d'interessos entrellaçats entre la burgesia espanyola i la catalana, no podia portar-se a cap sense la creació d'un altre aparell ofensiu i defensiu, la qual cosa forçosament hauria d'ocasionar la revolució social, la guerra de classes. La retirada de Macià davant la ineluctabilitat de la guerra civil demostra que el seu partit no era realment revolucionari ni separatista. Havien de saber que avui tota guerra civil a Europa pren forçosament un caire de guerra de classes.
Dintre el sistema capitalista, la llibertat de Catalunya és impossible. Si la burgesia catalana no estigués lligada al poder central de la burgesia espanyola, s'aliaria a qualsevol altre imperialisme per tal de continuar dominant les altres classes oprimides de Catalunya.
Únivament una república dels obrers i pagesos catalans, després d'haver suprimit els privilegis econòmics i polítics de la burgesia, pot trobar el camp lliure per aliar-se amb els obrers i pagesos de la península ibèrica, perquè entre treballadors no hi pot haver antagonismes d'interessos que dificultin la federació amb els altres pobles tractant d'igual a igual.
La claudicació del partit de Macià en hipotecar la independència de Catalunya al que acordin les Constituents espanyoles prova que només nosaltres, els comunistes, podem donar la llibertat completa a Catalunya."
Hola so l'Anna,m'agrada molt el teu blog, i de fet, també el posaré a la meva llista de blogs, es increible pero cert, que aqui a Catalunya, hi ha molta gent que no sap l'historia i cal recordar-la, jo també tinc un article al meu blog que parla de la llengua catalana, que es diu, el catalá es cultura, espero que el llegeixis i em doniguis la teva opinió.
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